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23ºdia. Uma carta escrita por ti, para um destinatário á escolha.

14 de julho de 2013

Só porque tu já usaste a imagem para me escrever um textinho e eu nunca retribui...

Apesar da diferença de idades eu sempre gostei muito de ti, apesar de tu (tal como eu fiz mais tarde) fazeres birra quando eu nasci e pensavas que as atenções estavam todas viradas para mim.
Com o tempo deixaste de pensar assim, era-mos primas, mas acho que não ia muito além disso.
Até o início da minha adolescência sempre me dei melhor com a B., era com ela que passava mais tempo, mas depois aconteceram, coisas... E as coisas deixaram de ser assim.
A partir de uma certa altura, começamos a dar-nos muito bem.
Nos últimos anos começaste a tornar-te ainda mais importante do que já eras, és a única que eu não tenho uma coisa a apontar, sempre foste muito terra-a-terra, de ideias feitas e de lutar pelo que queres.
É como tu dizes: Somos mais parecidas do que aquilo que pensamos.
Tens sido um apoio como nenhum outro.
Só tenho que te agradecer por tudo o que fizeste, fazes e tenho a certeza que irás continuar a fazer.
Obrigada! ♥
Ela sabe para quem é.
15 esperanças

Biologia

25 de junho de 2013


"A Biologia explica que desde o nascimento o nosso ADN é inalterável, mas este não explica tudo o que somos! Somos humanos e a vida muda-nos, devolve-nos novos traços! Deixamos de competir,aprendemos com os nossos erros e enfrentamos os piores medos.
Por bem ou por mal encontramos maneiras de superar a nossa biologia!
O risco é claro, ás vezes mudamos ao ponto de não nos reconhecer-mos!
Voltar a trás pode ser difícil, ás vezes certos mapas não existem, por isso devemos fechar os olhos e lutar para alcançarmos os objectivos. ♥"


5 esperanças

Segredos de uma alma escondida

12 de junho de 2013


São precisamente quatro horas da manhã, estou num beco escuro, no meio do nada...
"Bolas voltei a fazer asneiras!
Onde é que eu estou?
Tou?! Mana?!
Ai a minha mãe não pode saber disto... Ela morre se sabe o que se está a passar...
Eu tenho de arranjar forças, eu vou conseguir, eu vou conseguir ultrapassar isto!
Eu tenho de mudar a minha vida, eu não posso continuar com isto!"
-" Grabriel? Mano? O quê que se passa?!" - disse ela com voz enssonada e confusa
- "Isto nem sequer é viver!
Que vergonha Gabriel! Não tens juízo? Tens uma família que te adora porquê que te foste meter numa coisa destas?
Isto não é vida, isto é nada, nem nada é! Nada... É o que eu mereço depois de tudo...
Eu não trato ninguém em condições, um dia abraço toda a gente, no seguinte berro-lhes!" - estava cada vez mais furioso comigo mesmo, como é que tinha voltado àquilo?!
- "Gabriel? Tu estás bem?! Tu não dizes coisa com coisa! Oh não! Não! O quê que andas-te a fazer mano? Ai se a mãe sabe..." - a voz dela mudou completamente, estava a modos que abafada, arriscarei, desiludida...
-"Eu vou procurar ajuda... A mãe não pode saber! Não digas nada! A ninguém! Promete-me mana! promete!!" - gritava já
- " Wow wow! Tem lá calma! Se há alguém que tem aqui motivos para estar ao berros contigo sou eu, e não o estou a fazer!"
- "Desculpa, deculpa! Eu vou procurar ajuda... Vou, e é já. Não me procures maninha! Quando estiver bom outra vez apareço"
- "O quê? Não! Espera! Gabriel?! Grabriel......" - desliguei, isto tinha de mudar.

3 meses depois....
Estou numa clínica, estou bem, estou praticamente curado.
Não sei porquê mas deu-me uma vontade enorme de escrever para a minha mãe hoje, assim fiz.

3 dias depois.
Ding-dong, a campainha tocou e ela foi abrir.
-Boa tarde.
-Boa tarde. Deseja algo.
-A tua mãe está? - ela acenou a cabeça em sinal de aprovação - Podes ir chama-la?
Ela foi chama-la.
- Sim? Quem é?
- Boa tarde. Eu sou da clínica de reabilitação onde está, bem, estava, o seu filho.
- Estava? - disse já a ficar alterada
- Sim o seu filho estava praticamente curado de uma adição às drogas. Mas infelizmente, esta manhã deu-lhe uma embolia cerebral acompanhada de uma paragem cardíaca e ele não resistiu... Lamento muito. Ele deixou este envelope para si. - entregou-o
Ela pegou nele, começou a chorar desalmadamente, e ajoelhou-se, sem forças, desamparada, sem o seu menino.

A carta:
"Olá Mãe,
Sim sou eu, o teu filho, o Gabriel.
Não ainda não morri, estou desaparecido. Hei-de voltar, ou não...
Se não voltar quero que saibas que estou muito arrependido de tudo o que fiz, não há desculpa possível para tudo isto...
Eu meti-me numa alhada das boas, e duvido muito que agora consiga sair dela...
Cada vez mais, sou uma alma perdida, vazia, escondida, cheia de segredos, que ninguém sabia, nem tu mãe...
Agora tu sabes.
Mas apesar de tudo, quero que saibas que não houve um única momento em que não pensei em ti, mesmo quando estava sob o efeito... Mesmo dizendo coisas estúpidas, eu pensava em ti e no quanto te amo, mãe!
Continua com essa tua força! Com essa tua atitude perante a vida, sendo essa mulher maravilhosa que és!
Serás sempre o meu exemplo a seguir.
Eu estou bem, eu vou ficar bem. Ambos sabemos disso, de uma maneira ou de outra, eu vou ficar bem.
Nunca te esqueças que eu te amo
Beijos.
O teu anjo, Gabriel"



Desafio do blog da Inês =)

Este texto tem algumas coisas verídicas... Dia 9, fez anos que um primo morreu por estes motivos, já em fase de tratamento.
Foi um texto sentido.
E se não ganhar, já fico muito agradecida, pelo texto que pude escrever.
11 esperanças

Textos bonitos da catequese *2

21 de maio de 2013


Há pessoas que vivem mergulhadas na escuridão.
-Ide e oferecei-lhes a luz.
Há pessoas que vivem acorrentadas na escravidão.
- Ide e lutai com eles pela liberdade.
Há pessoas que vivem esfomeadas de valores autênticos.
- Ide e reparti com eles o pão da verdade.
Há pessoas que vivem atrofiadas no egoísmo.
- Ide e falai-lhes do amor.
Há pessoas que vivem angustiadas nas garras da morte.
- Ide e partilhai com eles a vida.

18 esperanças

Textos bonitos da catequese *1

19 de maio de 2013


"A sabedoria tem mais a ver com o sabor do que com o saber.
Numa sociedade onde o número de suicídios aumenta de uma forma assustadora; onde cada vez mais se ouve: "A minha vida não tem sentido!" Nós, abrimo-nos ao dom da sabedoria para aprender a saborear a vida, para saber discernir, desfrutar e agradar.
Tu, que estás aí, saboreia a vida, goza, no bom sentido, cada minuto.
É preciso saber desfrutar a vida onde os outros não encontram sentido para ela.
É preciso saborear a vida onde os outros apenas a consomem.
É preciso saber parar onde os outros correm demasiado.
O dom da sabedoria consiste em reconciliar-se com a vida para assim ser sabor e o sal da terra."

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Ok! Sou só eu que não consigo ver nada no wareztuga?
13 esperanças

Deixei o coração com a Lua.

1 de maio de 2013


Se há coisa que sempre nos fascinou foi a noite, as estrelas e principalmente a lua cheia.
As pequenas associações que a gente fazia às estrelas, às constelações e à Lua.
Lembro-me de ser pequena e tu me dizeres: "Estás a ver ali aquela estrela maior? Ela será sempre o teu anjo da guarda." e "Quando tiveres saudades minhas por algum motivo, olha para a Lua, eu estarei nela, de uma maneira ou outra!"
Desde que sou pequena que estás no meu coração, que há um grande espaço nele que te pertence.
Ensinaste-me muito, muitos dos momentos que recordo hoje, alguns dos melhores estão contigo, sem dúvida.
Nós brincamos muito, regamos o pátio, cantamos aos quatro ventos, dançamos.
Até nas simples coisas eu ficava a admirar-te, e pensar no quanto gostaria de ser assim e de ter tantas qualidades quando fosse grande.
A tua meiguice, a tua vivacidade, a tua força de vontade, a tua despreocupação acerca do que os outros pensam de ti, eram e são algumas das imensas características que me faziam admirar-te, que me faziam ter orgulho em pertencer ao teu mundo.
Naquele dia, tu partiste, entretanto nunca mais voltaste, e todos os dias eu olho a estrela e pergunto-me se o meu anjo da guarda sempre foste tu.
Espero que estejas bem, que não sofras, que não tenhas tristezas.
Eu fico aqui, à espera de notícias,  talvez, elas sejam trazidas pelas estrelas ou até mesmo pela Lua.
Mas entretanto como um dia me disseste "... olha para a lua, eu estarei nela..." e como sempre estiveste no meu coração, eu entrego o meu coração à lua, na esperança de que ao menos ela não me faça sofrer, tal como tu não fizeste...
22 esperanças

Agora vou contar-vos uma história.

17 de novembro de 2012

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Devido a um pedido de uma menina chamada Ana hoje vou contar-vos uma história.
Portanto, cá vai...
Tudo aconteceu no 9ºano em que uma menina que gostava de um certo menino.
No dia da festa de anos da menina, o menino não foi à festa de anos para a qual tinha sido convidado à mais tempo e foi a festa de anos da menina, foram todos ao cinema, eles deram as mãos durante o filme, foi tudo muito fofinho e tal.
Uma semana depois uma outra menina que também gostava do menino (e a menina sabia) fazia anos, e o menino foi a festa de anos dessa menina também.
Á noite o menino mandou uma mensagem à menina a dizer que tinha novidades, a menina quis saber o que era, o menino diz-lhe que namora com a outra menina.
A menina ficou destroçada, deixou de acreditar no amor, e disse que nunca mais iria pensar no menino, mas isso não aconteceu...
Mas o menino não sabia que a menina gostava dele e então continua e falar com ela como se nada se passasse e a considerá-la melhor amiga.
Até que houve uma altura em que o menino descobriu que a menina gostava dele, mas nada fez.
Certo dia o menino apercebeu-se que já não gostava da outra menina mas sim da menina e acabou o namoro.
Contou à menina e decidiram ser amigos coloridos, mas para já sem ninguém saber, pois não queria que a outra menina se senti-se mal.
Algum tempo depois começaram a namorar, e ninguém sabia a não serem as duas melhores amigas da menina.
1 mês depois, uma amiga da menina vai ter com ela e pergunta se ela e o menino namoram, a menina ia a responder mas o menino antecedeu-se e disse: "Sim, pode-se dizer que sim" e foi assim que toda a gente passou a saber.
Toda a gente lhes dizia que eles ficavam muito fofos juntos, enquanto que outros diziam que isto ia dar mal, porque o menino era do tipo que "anda com todas" e depois havia ainda o facto de a outra menina ser meia amiga da menina até à data, mas quando soube nunca mais falou com a menina e passou a olhá-la de lado.
Mas a menina não quis saber de nada, ela estava feliz e isso é que importava.
E depois de todos aqueles: Isso vai durar pouco, a menina e o menino continuam juntos.
Após 1 ano e 8 meses eles continuam juntos e felizes como sempre.
E sim, esse meninos somos nós!
18 esperanças

1 Ano

27 de julho de 2012

Avó…
Já lá vai um ano...
Sabes? É nestas alturas que a gente se sente pior…
Durante um ano dia após dia eu lembrava-me e lembro-me de ti e/ou de momentos passados contigo, e agora, que faz mesmo um ano vem TUDO à memória, bons e maus momentos…
E é algo que nem os calmantes me podem curar…
Custa-me muito mesmo…
Tu eras essencial, eu via-te todos os dias e de um momento para o outro isso deixou de acontecer, tu foste para o hospital e eu não te queria ir ver, mas não era por mal vó, a sério! Eu só queria que a última imagem que tinha de ti fosse a de uma pessoa saudável, só te fui ver uma vez e felizmente estavas bem e com boa aparência por isso não me arrependo.
Todos os dias perguntava à minha mãe como é que tu estavas, uns dias bem, outros nem por isso…
Até que um dia desapareceste da minha vista, como se ninguém quisesse saber!
Quando a minha mãe chegou a sala e me disse, caiu-me tudo… O mundo parou para mim, nem uma lágrima me caiu… Só alguns minutos depois é que voltei a mim e comecei a chorar…
Partiste quando ninguém esperava.
Eras uma força da natureza e apesar de teres 61 anos conseguias ser mais forte do que muitos jovens de hoje em dia!
Eras admirada por muitos, lutas-te a tua vida toda e foste e ÉS o ídolo de muita gente...
A tua maneira de ser encantava todos aqueles que te conheciam e quem sabe até quem não te conhecia assim tão bem.
Foste na pior altura que podias e todos sofremos com isso.
Tenho saudades tuas e choro muitas vezes à custa disso.
Tu davas-me apoio quando tudo o que me apetecia era desistir, bons concelhos quando não sabia o que fazer e punhas-me sempre um sorriso na cara quando eu mais precisava.
Continuo a precisar do teu apoio (principalmente agora), dos teus bons concelhos e do teu sentido de humor.
Queria que me ensinasses a fazer daqueles colares lindos, mas já não vou a tempo...
Eras uma espécie de melhor amiga, fazias-me rir, tinhas sempre o teu ombro pronto para quando eu chorasse e passeava-mos muito, quando a minha mãe não podia comprar algo para mim tu compravas algo, principalmente se fossem livros ou pulseiras…
Não imaginas a falta que fazes!
Ontem foi dia dos avós e eu dava de tudo para te puder dar um grande beijo e desejar um feliz dia, como sempre fiz…
Eras a melhor avó de mundo! E sem dúvida alguma foste e sempre serás o meu ídolo!
Eu queria muito ser como tu e ter essa força para cumprir com o que pediste, que foi não chorar por ti, mas sinceramente, quem é que o consegue fazer?
Ninguém, ninguém que goste de ti minimamente consegue passar pelo menos este dia sem chorar…
Mas eu sei que um dia nos vamos reencontrar, e seja nesse dia ou agora, contigo ao meu lado, eu nunca caminharei sozinha.
E lembra-te: I miss you and I will always remember you! ♥
Agora para vocês meus senhores e minhas senhoras que lerem isto, sejam da família ou não… Eu sei que ela pediu para não chorar-mos, mas chorem! Chorem muito! Só faz bem, só demonstra o quanto gostávamos dela e o quanto senti-mos a sua falta!
E quanto ao que podem fazer por mim… Muito sinceramente … A não ser que saibam ressuscitar pessoas ou impedir que elas morram, não, não podem fazer nada por mim, a não ser dar um abraço de compreensão, para eu perceber que a dor é mutua, e que juntos… Podemos superá-la!
MUITO obrigada a todos (as) pelo carinho demonstrado e pelo apoio dado!
Com todo o amor e saudade, da tua neta.
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Este foi o texto que eu escrevi para colocar no cemitério hoje...
E como a minha avó não era de todo uma velhinha de cabelo branco não pus uma imagem de avó e neta aqui porque não havia uma que se adequasse a nós na net...
Então pus esta que expressa o quanto eu gostava e gosto dela!
29 esperanças

A árvore que riu

23 de julho de 2012


Férias... O último dia do 9ºAno... Combinamos um lanche entre toda a turma, o grupo de amigos todo... A partir daquele dia cada um ia seguir o seu rumo, dependendo da área qie cada um escolher.
Ficamos indecisos com o local, mas depressa chegamos a um acordo, um parque pertinho do colégio, onde costumavamos passear antes e depois das aulas, conversar, enfim.... um parque com árvores gigantes que nos proporcionavam uma sombrinha enorme nos dias de calor tórrido.
Eram 15h quando nos encontramos, ninguém quis faltar a este lanche, no fundo aquela era a nossa despedida e a partida para um novo passo das nossas vidas. Todos tínhamos dúvidas acerca do nosso futuro, mas todos tínhamos uma certeza, aquela tarde iria ser inesquecível para todos nós...
Sentámo-nos em círculo, debaixo da árvore mais maravilhosa que havia no parque, a maior, a mais bonita, a escolhida para muitos momentos dos que passamos juntos até aquele momento. Começamos a conversar, a relembrar momentos e a reavivar memórias. Todos os anos que passamos juntos tinham sido para todos nós, muito intensos... Todos queriam falar ao mesmo tempo, todos tinham histórias para contar, todas muito engraçadas e interessantes. Falamos muito, rimos muito, choramos, trocamos ideias acerca dos nossos futuros e dos cursos que iriamos escolher...
As horas passaram num instante e sem nos darmos conta estava quase na hora de irmos embora, estava prestes a anoitecer. Chegara a hora de nos despedirmos. Beijinhos e abraços marcaram este momento final. Todos foram embora, sem a certeza se nos voltaríamos a encontrar.
Eu quis ficar ali mais um pouquinho, sozinha, a relembrar todos os momentos que ali passei, aquela árvore e aquele sítio tinham tido muito significado para mim. Tudo me veio à memória: ali chorei, sorri, brinquei, conversei, estudei... Agora que estava de partida para outra cidade, sem saber se voltaria ali... Levantei-me e comecei a andar, as pernas pareciam presas como se não quisessem sair dali , aquela árvore era cúmplice de muitos dos momentos da minha vida.
Uma lágrima percorreu o meu rosto
Já ia longe e olhei para trás e como que num gesto de despedida a árvore riu para mim!! Fiquei feliz, embora que um pouco surpreendida, mas sabia que também assim o futuro me sorriria, tal como aquela árvore...
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Tive muito tempo a procura de imagens que tivessem a ver e optei por estas, estão giras não estão?
Escrevi este texto para português, a professora deu o título e nos tinhamos de evoluir a volta disso.
E então que tal?

15 esperanças

Acordar para a vida

19 de julho de 2012


Aqui estou eu Sue Ramaswami, mais um dia na minha adorada terra Happy Land.
Vou para o dia de aulas habitual, aprender a dançar, cantar, jogar futebol, etc. Uma vez por semana temos dia livre, não há aulas, apenas demonstramos aquilo que aprendemos ao longo do tempo.
Ao fim de semana juntamo-nos em casa de alguém para ensaiar, e depois vamos até um parque, piscina, sem preocupações, pois cá não há custos para nada. Se chover vamos ao centro comercial ou centro de atividades onde nos divertimos nos trampolins, colchões, campos de ténis, futebol...).
Cá damo-nos todos bem, vimos uma notícia sobre armas na televisão e foi uma autêntica novidade para nós! Aqui não há inveja, ciúmes, hipocrisia... Sinceramente acho que cá ninguém tem defeitos. É por isso que não há guerras nem nada parecido para estes lados!
E fome? Essa palavra não existe no nosso dicionário!
A alimentação é garantida para todos, há milhões de campos de cultivo, com alimentos para todo o ano, nas colheitas tudo é tratado e no fim distribuído por todos os habitantes.
Aqui temos todo o tipo de animais e vários de todas as espécies, nenhum está em vias de desaparecer da face da Terra, e ainda bem porque eles são lindos!
Enfim, a vida cá é perf....
Tititi Tititi!
 - Raio do despertador! - exclamo eu - Sempre a tocar quando não deve! Logo agora que o meu sonho era perfeito!
Mas bem está na hora de acordar para a vida.
 - Sue! Despacha-te! Antes de chegar à escola ainda tens de tentar arranjar comida para o pequeno-almoço - diz a mãe.
 - Está bem mãe. - digo apreensiva.
 - Óptimo! Tenho teste de matemática e vou fazê-lo com o estômago a roncar! - exclamo para mim.
Isto de viver no Afeganistão...
Um dia quando conseguir muito dinheiro, hei-de sair deste pesadelo!
Se ao menos tivesse alguma coisa que me prendesse aqui: amigos leais, algo que me entretivesse... Mas nem um cão posso ter, se vêem algum animal por aí, matam-no logo, nem que seja para o comer!
Prrr...
Credo! Começou! Só sabem fazer isto. É melhor fugir antes que me matem!
Um dia....
Prrr....

Sue foi atingida por sete balas, morreu ali, num sítio deserto.
Ao menos agora poderá descansar em paz.

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E cá está um texto "lindo" da minha autoria como prometido =)
  
17 esperanças
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