Tarde e noite 2

2 de julho de 2013


Depois de todos os penteados feitos estava na hora de ir dar uma "caminhada", soubemos que o destino era a praia fluvial lá do sítio.
Ao fim de meia hora, uma rapariga perguntou se faltava muito, a S. respondeu 5min., 1 hora depois continuávamos a caminhar, muitos já a morrer.
Passado um bocado passamos por uns homenzinhos lá da terra que estavam com um rapaz da nossa idade, e o homem diz: Tajaver (sotaque da serra) filho? Estas é que são boas para ti! (Referindo-se a mim, a F. e à A.)
A A. não ligou e apenas perguntou: Olhe, falta muito para chegar ao rio?
Ele: Se falta menina! Ainda falta para aí uma horita a caminhar!
Nós estávamos bem, continuamos a caminhar.
Mas então o grupo que estava mais para trás (eu incluída) ia com as catequistas, a A., a C. e as S. e o Padre. A catequista A. parou, ligou para o seminarista a dizer que já estávamos a caminhar há muito tempo, não havia sinal do rio e se nos podia ajudar. O homenzinho disse que ia buscar-nos na carrinha.
Não é que passados quinze minutos o homenzinho já lá estava?!
É que pelos vistos os seminaristas quando estão a ir para o rio a pé metem-se por atalhos e chegam num instante, só que nós estávamos a fazer aquilo com as curvinhas todas!
Chega o homem com uma carrinha de caixa aberta! Espectáculo! Saltamos lá para dentro!
(As catequistas iam noutra carrinha, fechada)
Íamos todos tolos!
Entretanto lá chegamos ao rio, lá fomos ao banho, lá apanhamos sol, lá comemos um gelado à pala e prontes....
No fim pintamos um quadro com base naquilo que tínhamos visto pelo caminho e voltamos para casa, na mesma carrinha ihih
Jantamos. (Hambúrguer com ovo estrelado e arroz, sopa de legumes e salada.)
Depois do jantar começamos a iniciação do verdadeiro retiro. Mandaram-nos ir ao quarto buscar as mantinhas e as vendas para os olhos.
Depois alinharam-nos no corredor que devia as nossas camaratas das camaratas dos rapazes.
Mandaram-nos por a venda e dar as mãos, assim fizemos.
Basicamente: Íamos fazer o caminho do interior até ao pátio, escadas incluídas, todos em fila, feito minhoca.
Assim foi.
Chegamos cá fora e começaram a falar: Chegou a hora da sobremesa! Vamos dar-vos algo para comerem, não tenham medo que é bom.
Entretanto começaram a "raptar" pessoas da "minhoca".
Ao fim de um tempo vira-se a G.: Oh Nea!! Nea!! A A. já se foi!
Depois sentimos um braço no nosso meio e ela: Ai! Que é isto?!
L.: Tem calma! Sou só eu! Deixa-me pensar qual das duas vou raptar agora!
Sinto duas mãos a pousarem nos meus ombros e a fazer força.
Eu: Nossa! Que biolência!
Ele puxa-me e mete-me numa fila (sentia gente à minha frente e ouvia a voz das catequistas ao fim)
Toda a gente vai e eu ali.
Cat. A.: Traz-me aqui a Nea, Oh D.!
Ela levou-me e meteram-me algo na boca. Era melão.
A A. sem querer numa das vezes acerta-me com o melão no sítio errado, entre o nariz e a boca.
Depois a D. pega-me na mão e começa a levar-me para não sei onde. Ia cheia de pressa, quase caía!
Chegamos ao sítio.
Depois de todos reunidos, mandam tirar as vendas.
Toda a gente: Iiiiiiii!! Tá tudo desfocado! Não vejo nada!
Quando recuperamos a visão vira-se a T. (que já andava comigo na catequese): Oh Nea! Tas verde aqui! (aponta para um sítio algures entre o nariz e a boca)
Eu: A sério?!
Ela: Yah!
Começa-se a rir.
Eu: Ai! Deixa-te estar que tu estás linda!
Resumo: Tinhamos todos a boca pintada! Elas tinham juntado corante alimentar ao melão. Para quê? Para fazer os grupos do retiro.
E eu supostamente era verde e não azul como tinham pensado inicialmente.
Grupos feitos, reunimo-nos e deram dois cartões a cada grupo, um com uma personalidade religiosa conhecida e outra não tanto conhecida.
Calhou-nos o Papa João Paulo II e o Irmão Roger (quem criou as "reuniões" de grupos de jovens em taizé)
Fizemos a nossa apresenta como se fosse um telejornal.
Apresentações feitas, fomos para o quarto.
Eu e a F. estávamos cheias de sono e as meninas do nosso quarto e outros rapazes que se tinham juntado a elas queriam jogar cartas, nós ainda jogamos e colaboramos, mas depois pusemo-los de lá para fora!
Mal eles saíram a gente deitou-se e ambas adormecemos logo.
A parte da madrugada fica para amanhã! ahah
14 esperanças

Campos de trabalho. Dia 2

1 de julho de 2013

Perfeita! Tudo a ver!!

Ás 6h10min da manhã tínhamos de estar prontos para ir à vacaria lá da propriedade! ahah
Acordamos às 5h30m para nos arranjar-mos, e lá fomos para a vacaria. Isto tudo para quê? Para vermos como se tira o leite às vaquinhas e para vermos as vaquinhas em fila no curral. Aquilo tinha um cheiro.... Ai meu Deus!
Quando voltamos da vacaria, fomos buscar umas cadeiras e fizemos um círculo no pátio, sentámo-nos nas cadeiras para fazer um jogo. Qual era o jogo: Cada um recebia uma carta, tínhamos de decorar o naipe que nos saía, apenas o naipe. Depois ela recolhia todas as cartas. O que ia acontecer: Ela tirava uma carta de cada vez do baralho, e dizia o naipe, quando saísse o nosso naipe a gente avançava uma cadeira para a direita, se tivesse gente na cadeira tínhamos que nos sentar em cima dessa pessoa, se saísse o nosso naipe e tivéssemos alguém em cima de nós não podíamos sair. A catequista C. chegou a ter 4 pessoas em cima dela ahah
Jogamos esse jogo para aí 4 vezes.
Depois fomos jogar o tradicional futebol sem bola, esse não precisa de explicações.
Fomos almoçar, sopinha já em cima da mesa, assim como as tradicionais cerejas de Resende!
A sopa era mesmo muito boa! O prato principal foi costeletas com esparguete e molho de cogumelos.
Mas quando chega a hora da sobremesa.... Ai que coisa boa! Docinhas, muito melhores que as do mercado, eram óptimas!
Depois do almoço tivemos um grande intervalo antes de sairmos para a praia fluvial, chegamos ao quarto e estávamos a pensar: "O quê que nós vamos fazer agora durante uma hora e meia?!". Fácil! Tínhamos lá uma rapariga a G. que adora fazer massagens e o R. que ama fazer penteados, principalmente tranças.
Um aparte: A G. e o R. a gente não se conhecia, começamos a falar logo no autocarro e a rir de coisas todos juntos, durante aquela noite das músicas a gente falou ainda mais e ficamos super próximos, assim como a C. e a partir daí foi sempre siga! A gente deu-se sempre bem. Mas bem, no fim eu falo disto.
Então o R. e a A. (a tal que é já era minha amiga e já estava no meu quarto)  fizeram trancinhas às meninas todas incluindo à F., sim porque a F. não é cá de penteados e vestidos e saias e essas coisas!
E quem ficou para o fim? Foi aqui a Nea como é claro!
R.: Então princesa que vamos fazer?
N: Eu não sei! Mas queria que me fizesses uma coisa diferente das outras meninas...
R: Vou inventar então!
Oh pah! Eu já estava a ficar com medo, mas tudo bem.
Faz-me uma trança metida em cima a caçar a franja e tudo e depois manda-me baixar a cabeça.
E eu: Quê?! Vou baixar a cabeça para quê?!
R: Ai! Eu adoro esta rapariga! Ela só me faz rir! Para com isso agora vá.
A: Ai vais fazer-lhe uma metida em baixo? Como vimos naquele vídeo? Que lindo!
R: Sim! Tas a ver querida? És a primeira a quem eu vou fazer este penteado, vais ser estreia!
N: Sabes que eu sou especial!
R: Claro!
Aquilo estava a magoar, porque eu tinha o cabelo super enrriçado e ele tinha de estar a desembaraçar e a fazer a trança, mas compensou.
O resultado foi este:
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Á frente e o carrapito
Não liguem à óptima qualidade!
Só visto "ao vivo" é que era...
Mais logo conto como foi  o resto da tarde e da noite.
14 esperanças